Workshop orienta como proteger soluções criadas na competição Hackathon SESI Experience
Profissionais que participaram do Hackathon SESI Experience participaram, nesta quinta-feira (1º.10), de um workshop online sobre Propriedade Intelectual. A capacitação teve como objetivo orientá-los sobre os mecanismos legais disponíveis para proteger as cinco soluções desenvolvidas durante o hackathon, voltadas à promoção da saúde mental na indústria, e incentivar a continuidade dos projetos.
O workshop foi realizado pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL MT), em parceria com o Sesi Experience, por meio do Hub Sesi, e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A capacitação foi conduzida por Lara Guerreiro Pires, analista de Propriedade Industrial do INPI. Durante o encontro, ela apresentou aspectos relacionados ao uso estratégico da Propriedade Intelectual no desenvolvimento e na proteção de ideias e soluções inovadoras.
Entre os temas abordados estiveram as diferenças entre patente, segredo industrial, marca, software e desenho industrial. Lara também explicou como os mecanismos de proteção podem contribuir para que criadores e empresas tenham segurança jurídica para explorar comercialmente suas soluções.
“É importante saber que, por meio do registro adequado, é possível proteger aquela solução e obter retorno sobre ela. Sem a proteção, não há como impedir terceiros de copiar uma criação que não esteja resguardada”, explicou a analista.
Segundo Lara, a pesquisa por soluções e tecnologias já existentes também pode ser uma etapa importante do processo de inovação. Ela destacou que muitas criações partem de conhecimentos e tecnologias que já foram desenvolvidos anteriormente e podem servir de referência para novas soluções. “Cerca de 90% das soluções dos últimos anos não foram criadas do zero. Elas são inspiradas em alguma patente que já existe”, pontuou.
Durante o workshop, os participantes também conheceram ferramentas que permitem pesquisar tecnologias, marcas e patentes já registradas, como o Espacenet, a Global Brand Database e a plataforma do próprio INPI. A consulta pode ajudar a identificar soluções existentes e verificar oportunidades antes de desenvolver ou registrar uma nova criação.
Aprendizado
Para Ana Paula Ferreira, da empresa Prévio, o workshop contribuiu para esclarecer dúvidas sobre o processo de registro. Ela está buscando proteger um desenho industrial e conta que, antes da capacitação, não sabia qual modalidade seria adequada para sua criação. “Antes eu achava que era patente, mas agora entendi que se trata de um desenho industrial. O registro é diferente”, contou.
Experience. Foto: Istockphoto
Também participante do Hackathon, Clarice Flor atua na área de Saúde e Segurança do Trabalho e é aluna de pós-graduação em Saúde Corporativa e Bem-Estar pela Faculdade Sírio-Libanês. Integrante da equipe que conquistou o terceiro lugar na competição, ela destacou a importância de ampliar o conhecimento sobre inovação.
“Saio cada vez mais acreditando que iniciativas como esse workshop de ideação e Propriedade Intelectual são inspiração para continuar aprendendo e inovando constantemente”, afirmou.
Integrante da equipe vencedora do Hackathon, a professora e formadora de tecnologia educacional do Centro Municipal de Tecnologia e Robótica Educacional (Cemtec), em Sorriso, Ana Paula avaliou positivamente a capacitação. Para ela, as informações apresentadas ampliaram as possibilidades de aplicação dos conhecimentos adquiridos durante a competição. “Foi muito esclarecedor. A Lara explica bem, com detalhes, e as informações abriram um leque de possibilidades para mim”, avaliou.
Texto: Fernanda Nazário